Região registrou 23% dos casos da doença no país entre os anos de 2014 a 2024. Especialistas apontam desafio da disparidade de tratamento entre SUS e rede privada
SÃO PAULO – Com a aprovação brasileira da combinação de imunoterapias que reduz em até 83% a progressão do mieloma múltiplo, um raro e incurável câncer no sangue, a acessibilidade dos tratamentos da doença entra em pauta. Entre 2014 e 2024, Pernambuco contabilizou 1.190 casos, o que representa 15% dos registros do Nordeste no período, segundo o DataSUS. Nesse contexto, a disparidade entre SUS e rede privada é um dos principais desafios.
O tema foi um dos debatidos na 1° edição do Programa Educacional Conjunto sobre Mieloma Múltiplo (Joint Educational Program on Multiple Myeloma), inédito encontro dedicado à discussão sobre a doença no Brasil.
O evento, que teve início na sexta-feira (24/7) e segue neste sábado (25/7), promove atualização científica, discussão de avanços recentes e troca de experiências entre especialistas da área. O Diario de Pernambuco esteve presente a convite da Johnson & Johnson.
Desafios
A doença afeta células de defesa do corpo, chamadas plasmócitos, causando reprodução descontrolada e atuação irregular. A maioria dos casos atinge pessoas de idade avançada. Os sintomas são dores e fraturas ósseas, anemia, fadiga, problemas renais e infecções frequentes.
Em Pernambuco, a travessia até a confirmação da doença enfrenta um caminho acidentado. O Diario conversou com o hematologista Marinus Lima, professor da Universidade de Pernambuco (UPE) e médico assistente no estado, que falou sobre o panorama da doença no estado.


















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