Após um jogo muito brigado, Haaland teve poucas oportunidades, mas decidiu no final do segundo tempo
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| A Noruega avançou pela primeira vez em um mata-mata na Copa do Mundo - Foto: PAUL ELLIS/AFP |
A Noruega enfrentará o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo. A equipe venceu a Costa do Marfim por 2 a 1 nesta terça-feira (30/06) em jogo de pouca técnica em Arlington, nos Estados Unidos.
Com coletivos frágeis, a partida teve mais destaques individuais, que destoaram e marcaram golaços para os dois lados Até que Haaland decidiu aos 40 minutos do segundo tempo, com uma bola que procurou o artilheiro sozinho na área. Foi o quinto dele neste Mundial.
Os dois times mostraram intensidade, mas dificuldade em finalizar. A disputa física prevaleceu. Nenhum foi melhor técnica ou taticamente em relação ao Japão, tanto na derrota para o Brasil quanto em outros jogos dos japoneses na Copa do Mundo.
O jogo
Ainda que Haaland tenha feito o gol da classificação, o melhor jogador da Noruega foi Antonio Nusa, enquanto ele esteve em campo. O ponta tem bom drible, velocidade e mostrou bela capacidade de finalização.
Nusa joga pela esquerda e pode ser um problema para Danilo. Haaland terá marcação de dois zagueiros de mesmo nível de futebol que ele, Marquinhos e Gabriel Magalhães. Se a defesa funcionar, é difícil imaginar que o Brasil tenha grandes problemas contra a Noruega.
Além de não ser melhor que o Japão, a seleção europeia não fica atrás de Marrocos, com quem a seleção brasileira buscou um empate na estreia. Pode pesar o tabu de o Brasil nunca tê-los vencido em quatro confrontos (duas derrotas e dois empates).
O cronômetro tinha menos de três minutos quando Haaland recebeu a primeira bola na área. Foi uma cabeçada fraca em cima da defesa marfinense. Para quase nada serviu o lance, a não ser ilustrar que a Noruega era quem tentava as primeiras ações, com retenção da posse de bola, contra uma Costa do Marfim que tentava pressionar sem ela.
A marcação marfinense encaixou no adversário, com a equipe tirando a posse da Noruega. Foi a vez deles de atacar. Com menos de 10 minutos, as duas seleções confirmavam a expectativa de um jogo equilibrado, mas não necessariamente de grande qualidade, já que eram repetidos os erros.
Não havia mudança em campo que afetasse o repertório da torcida norueguesa. O laranja estava presente no AT&T Stadium, mas o vermelho era dominante. Torcedores defendiam, com vozes, pulos e palmas, o gol de Orjan Nyland durante o primeiro tempo. A arquibancada conseguiu, por vezes, chamar mais atenção que um potencial lance perigoso.


























