Sertão News

terça-feira, 21 de julho de 2026

Em Pernambuco, 7,2 milhões estão aptos a votar

Sétimo maior colégio eleitoral do país, Pernambuco registrou aumento do eleitorado em relação a 2024

Votação com urna eletrônica - Foto: Divulgação / TSE

Pernambuco ultrapassou, pela primeira vez, a marca de 7,2 milhões de eleitores aptos a votar em 2026. Segundo estatísticas divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o estado é o sétimo maior colégio eleitoral do País e o segundo do Nordeste. Em comparação com as eleições municipais de 2024, o eleitorado pernambucano cresceu em 72.873 pessoas, alta de 1,02%. Na comparação com 2022, o aumento acumulado chega a 207.646 novos eleitores, o equivalente a 2,96%.

Em sintonia com o cenário nacional, as mulheres também são a maioria do eleitorado pernambucano. Elas somam 3.876.071 eleitoras em relação aos 3.349.351 homens - uma diferença de 526.720 votantes.

Escolaridade 

O ensino médio completo concentra a maior parcela dos eleitores pernambucanos, com 1.978.608 pessoas, o equivalente a 27,38% do total. Para o cientista político Hely Ferreira, independentemente da escolaridade, o desafio é que o candidato consiga adaptar sua linguagem ao público. O especialista pondera, porém, que as propostas nem sempre ocupam o centro da decisão do voto.

“Não se vota em projetos, geralmente se vota na pessoa. O eleitorado pernambucano,  o eleitorado brasileiro, é personalista”, afirma.

Envelhecimento

A faixa etária mais numerosa em Pernambuco é a de 45 a 59 anos, com 1,84 milhão de eleitores (25,55%). Entre os grupos com voto facultativo, os eleitores com 70 anos ou mais representam 723.272 pessoas (10,01%), enquanto os jovens de 16 e 17 anos somam 96.037 (1,33%).

Para Ferreira, a menor participação dos mais jovens preocupa. “Diminuiu a participação dos jovens em querer tirar o título de eleitor. Isso é ruim, porque significa que nós não estamos passando por um processo de renovação de pessoas que têm o direito de votar e de ser votadas”, avalia.


Ao mesmo tempo, ele analisa que a maior presença dos idosos demonstra mobilização para preservar direitos. Segundo o cientista político, saúde e previdência tendem a ganhar espaço nas campanhas. Já o cientista político Isaac Luna ressalta que a diferença entre jovens e idosos diminui quando se considera também o eleitor jovem adulto. Além disso, ele afirma que o engajamento nas redes sociais faz com que campanhas continuem direcionando boa parte da comunicação aos mais jovens.

“A juventude consegue se mobilizar e fazer mais barulho nas redes sociais do que o público de idosos. Daí que as campanhas tendem a focar sua fala muito mais para o público jovem”, relata.

No Brasil, o voto é facultativo para jovens de 16 e 17 anos, pessoas com 70 anos ou mais e eleitoras e eleitores analfabetos. Em Pernambuco, os dois grupos definidos por idade somam 819.309 pessoas, o equivalente a 11,34% do eleitorado. Além disso, 432.693 eleitoras e eleitores (5,99%) declararam ser analfabetos no Cadastro Eleitoral.

Interior

Segundo os dados TSE, Recife permanece como maior colégio eleitoral do estado, com 1.228.592 eleitores, seguido por Jaboatão dos Guararapes (498.144), Olinda (301.743), Caruaru (254.214) e Petrolina (248.185).

Para Isaac Luna, embora a Região Metropolitana concentre a maior densidade eleitoral, o crescimento do interior alterou o equilíbrio político em Pernambuco. “Ninguém vence mais uma eleição majoritária em Pernambuco só na Região Metropolitana. Tem que vir do interior com um peso forte”, afirma. Segundo ele, hoje o interior exerce influência muito maior sobre os resultados do que há duas décadas.

Hely Ferreira destaca que os grandes colégios eleitorais exercem influência sobre municípios vizinhos, fortalecendo candidaturas. “Quem tem capacidade, densidade eleitoral a partir dessas grandes cidades, tem muita chance de sair exitoso das urnas”, afirma.

da Folha de Pernambuco
por Vitória Floro

Blog Sertão News, 21/7/26

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