Trabalhadora de 69 anos foi retirada de uma residência em Nova Iguaçu, onde não tinha carteira assinada nem acesso a direitos básicos. Acordo prevê indenizações, verbas rescisórias, depósitos do FGTS e pensão mensal vitalícia
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| © Getty |
Uma trabalhadora doméstica de 69 anos terá direito a cerca de R$ 645 mil após ser resgatada de uma residência em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Segundo o Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro, ela passou 52 anos no local sem receber salário.
A operação foi realizada em 14 de julho de 2026 por uma força-tarefa coordenada pelo MPT-RJ, com a participação de auditores-fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego e o apoio da Polícia Federal. A entrada no imóvel ocorreu após autorização judicial.
A investigação começou com uma denúncia de que a mulher vivia em condições análogas à escravidão havia mais de 30 anos. Durante a fiscalização, os agentes ouviram a trabalhadora e os empregadores e constataram que a situação se estendia por mais de cinco décadas.
De acordo com o MPT, ela realizava todas as tarefas domésticas, cuidou do filho da empregadora quando ele era criança e, mais tarde, passou a prestar assistência à própria patroa, que enfrenta problemas de saúde.
Os empregadores alegaram que a mulher era tratada “como parte da família”. A fiscalização, porém, verificou que ela nunca teve a carteira de trabalho assinada, não contava com plano de saúde, não concluiu os estudos e permaneceu sem acesso a direitos trabalhistas básicos.




































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