Javier Milei veio ao Brasil neste fim de semana para participar do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, oponente do presidente Lula nas eleições para presidente da República. Ministro da Fazenda brasileiro afastou cenário de recessão para 2027.
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| Ministro da Fazenda, Dario Durigan — Foto: Washington Costa/MF |
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (27/7) que a economia brasileira está melhor do que a Argentina e classificou o presidente do país vizinho, Javier Milei, de "palhaço".
Durante entrevista para a Rádio Jornal, de Pernambuco, o ministro afirmou que o risco país brasileiro está melhor do que o argentino, e que o Brasil está com mínima de desemprego, de inflação, e recordes na balança comercial, assim como safra expressiva e desmatamento em queda.
"O palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil ontem e falou de Brasil, quando o risco país da Argentina é muito mais alto, a divida pública é muito mais alta, a inflação é muito mais alta", declarou o ministro da Fazenda.
O presidente argentino Javier Milei veio ao Brasil neste fim de semana para participar do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, oponente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nas eleições para presidente da República.
Em um discurso inflamado de quase meia hora no sábado (25/7) em São Paulo, Milei chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de "lixo careca" e criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e as suas políticas sociais, ao mencioná-lo como "presidiário".
No fim de 2023, o presidente argentino Javier Milei lançou um rígido plano de austeridade que pôs fim ao déficit fiscal crônico do país e reduziu em cerca de um terço a inflação, que havia atingido patamares de três dígitos. A economia cresceu 4,4% em 2025 e deve se aproximar de 3% neste ano.
Dados oficiais mostram que a inflação somou 31,5% na Argentina em 2025, a mais baixa desde 2017, enquanto o crescimento econômico avançou para 4,4%. No Brasil, a inflação foi de 4,26% no ano passado, com a crescimento desacelerando para uma alta de 2,3% em um cenário de juros altos.
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