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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Como funciona a Lei da Reciprocidade acionada pelo governo após tarifaço dos Estados Unidos

Texto estabelece etapas obrigatórias antes de Brasil aplicar medida de retaliação

Governo Lula afirmou que vai acionar Lei da Reciprocidade após tarifas dos EUA - Foto: Alan Santos/PR


Em reação ao novo tarifaço de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o governo Lula afirmou que irá acionar instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade, aprovada no Congresso Nacional no ano passado.

Em nota divulgada na noite após o anúncio do governo de Donald Trump, o Palácio do Planalto afirmou que o Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade.

O texto foi aprovado pela Câmara e Senado no ano passado sem votos contra em meio ao primeiro tarifaço de Trump, de 50% sobre importações do Brasil.

A lei dá poderes à Câmara de Comércio Exterior (Camex) do Ministério de Indústria e Comércio para suspender concessões comerciais e de investimentos em resposta a países ou blocos econômicos que impactam negativamente a competitividade dos produtos nacionais.

Segundo o texto, a Camex poderá adotar medidas de restrição às importações e suspender concessões, patentes ou remessas de royalties, além de aplicar taxações extras sobre os países a serem retaliados.

Para que esses instrumentos sejam acionados, no entanto, é preciso passar por uma série de exigências:

  • O governo precisa buscar negociação direta com o país ou bloco responsável pelas decisões que afetam produtos brasileiros
  • Também é necessário recorrer à organismos multilaterais como a Organização Mundial do Comércio (OMC)
  • Se as tentativas de negociação não tiverem sucesso, as medidas de retaliação aplicadas devem ser proporcionais aos danos econômicos sofridos
Na nota de quarta-feira (15/7), o governo brasileiro afirmou que retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC. O organismo já foi acionado pelo Brasil em agosto do ano passado, em reação ao primeiro tarifaço de Trump, que foi de 50% sobre produtos brasileiros na época.

Por Agência O Globo
via Folha de Pernambuco

Blog Sertão News, 16/7/26

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