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terça-feira, 7 de julho de 2026

"Tínhamos muita raiva", admite Tielemans capitão da Bélgica sobre caso Balogun

Artilheiro dos EUA foi titular na partida, mesmo sendo expulso na fase anterior

Youri Tielemans, capitão da Bélgica - Foto: Alex Grimm / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

O capitão da Bélgica, Youri Tielemans, disse nesta segunda-feira (6/7) que sua equipe estava motivada por "muita raiva" durante a partida das oitavas de final da Copa do Mundo contra os Estados Unidos, um jogo marcado pela presença incomum do atacante americano Folarin Balogun.

Os "Diabos Vermelhos" venceram por 4 a 1 em Seattle, onde o atacante da seleção dos EUA foi titular depois que a Fifa permitiu sua participação, apesar de ele ter sido expulso na fase anterior.

A decisão provocou fortes protestos em todo o mundo do futebol, inclusive por parte da federação belga, e chegou até mesmo a altos escalões políticos na Europa.

"Não vamos esconder: fizemos uma reunião quando soubemos da notícia. Dissemos que precisávamos deixar nosso futebol falar por nós em campo. Foi o que fizemos hoje. Estou muito orgulhoso da equipe", disse o meio-campista à emissora RTBF.

"Tínhamos realmente muita raiva e muita vontade de começar bem o jogo, algo que nos havia faltado desde o início do torneio".

Folarin Balogun, artilheiro dos EUA, sendo consolado por Rudi Garcia, técnico da Bélgica. Foto: David Ramos / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

O técnico Rudi Garcia insistiu que a situação de Balogun "não influenciou" o resultado final, que definiu um confronto nas quartas de final contra a Espanha.

"Havia onze americanos à nossa frente. Não importava quem eles eram. Mantivemos o foco no jogo em si, no aspecto esportivo", afirmou.

 

Já o meio-campista Nicolas Raskin destacou as "muitas coisas" que aconteceram fora de campo nos "últimos dois" dias.

"Havia um sentimento de injustiça no grupo, e estávamos muito ansiosos para dar uma resposta em campo", sustentou.

Preocupação com lesão de Onana

Enquanto isso, os "Diabos Vermelhos" lamentaram a lesão do meio-campista Amadou Onana, que deixou o campo aos 21 minutos com o que parecia ser uma lesão grave.

Amadou Onana, meio-campista da Bélgica. Foto: Jamie Squire / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

"Vai ser difícil sem ele. Espero que ele continue conosco. Ele é alguém que traz muito para o vestiário e tem uma mentalidade incrível. Estamos todos ao lado dele", disse o capitão.

"O grande ponto negativo é a lesão do Onana. Tenho a sensação de que é grave. Mas, mesmo assim... garantimos a classificação para as quartas de final", comentou García à VRT.

A seleção dos EUA não resistiu aos dois gols de Charles De Ketelaere (9' e 33') e aos gols de Hans Vanaken (57') e do maior artilheiro da história da seleção belga, Romelu Lukaku (90+3'). Os donos da casa chegaram a empatar com um gol de Malik Tillman (31').

Lukaku, maior artilheiro da história da seleção belga. Foto: Emilee Chinn / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

"Nosso 'super-reserva' brilhou novamente: Lukaku marcou mais um gol (o terceiro dele em 192 minutos de jogo). Parabéns a ele e a todos que saíram do banco", declarou o técnico.

De Ketelaere, por sua vez, destacou o "momento perfeito" tanto para sua equipe quanto para si mesmo, após ter enfrentado críticas por sua dificuldade em marcar gols.

"Não dou ouvidos ao que diziam sobre mim, porque sei o que faço pela equipe", disse ele à RTBF. "Hoje fiz dois gols e dei uma assistência, é magnífico. Gosto de tocar bastante na bola e, às vezes, esqueço de me posicionar na área. Hoje, corrigi isso."

por Estadão
via Folha de Pernambuco

Blog Sertão News, 07/07/26


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